Centro de Intrepretação da Torre

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Serra da Estrela, Portugal
O Centro de Interpretação da Torre é um novo espaço de interpretação ambiental que pretende assumir um papel relevante na divulgação e valorização do património ambiental, paisagístico, e cultural da Serra da Estrela.

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Estamos na Torre todos os dias das 10 ás 17 horas, mas pode contactar-nos pelo telefone (+351) 919884636 ou pelo e-mail
centro.interpretacao.torre@gmail.com
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Libertações de corujas-do-mato e águia-de-asa-redonda recuperadas no CERVAS: 30 de Junho a 2 de Julho de 2009

O CERVAS vem por este meio convidá-los a estar presentes em mais quatro devoluções à Natureza de aves selvagens recuperadas neste centro:

30 de Junho de 2009, 3ª feira

Libertação de uma Coruja-do-mato (Strix aluco)
20h30, Manteigas
Ponto de encontro: Casa da Guarda Florestal de S. Sebastião

Esta Coruja-do-mato foi recolhida por um particular na Freguesia de São Pedro - Manteigas, no dia 13 de Março de 2009 e foi então entregue na delegação do Parque Natural da Serra da Estrela, em Manteigas. Tratava-se de uma pequena cria que terá caído do ninho antes de estar pronta para conseguir voar. A ave foi entregue pelos Vigilantes da Natureza do PNSE no CERVAS, onde sofreu o processo de recuperação que consistiu em alimentação adequada para que crescesse e aumentasse de peso, passagem pelo 1º processo de muda de penas e aprendizagem de voo e caça através do contacto com indivíduos adultos da mesma espécie.

01 de Julho de 2009, 4ª feira

Libertação de uma Coruja-do-mato (Strix aluco)
20h30, Lagares da Beira, Oliveira do Hospital
Ponto de encontro: Cemitério de Lagares da Beira

Esta Coruja-do-mato foi recolhida por um particular, em Lagares da Beira - Oliveira do Hospital, no dia 4 de Maio de 2009. Tratava-se também de uma pequena cria que terá caído do ninho antes de estar pronta para conseguir voar. A ave foi encaminhada por um Médico Veterinário local para a Equipa do SEPNA de Gouveia e entregue no CERVAS, onde sofreu o processo de recuperação que consistiu em alimentação adequada para que crescesse e aumentasse de peso, passagem pelo 1º processo de muda de penas e aprendizagem de voo e caça através do contacto com indivíduos adultos da mesma espécie.

02 de Julho de 2009, 5ª feira

Libertação de uma Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
17h00, Algodres, Figueira de Castelo Rodrigo
Acção inserida no Campo de Trabalho - Conservação de Aves Rupícolas na Reserva da Faia Brava, organizado pela ATN - Associação Transumância e Natureza

02 de Julho de 2009, 5ª feira

Libertação de uma Coruja-do-mato (Strix aluco)
20h30, Sul, São Pedro do Sul
Ponto de encontro: Capela da Aldeia do Sul

Esta Coruja-do-mato foi apreendida no dia 17 de Abril pela equipa do SEPNA de Viseu por se encontrar em cativeiro ilegal na casa de um particular. Este tê-la-á recolhido à cerca de um ano, após queda do ninho, ainda cria. A ave foi então entregue por esta equipa da GNR no CERVAS, onde sofreu o processo de recuperação que consistiu em alimentação adequada para que aumentasse de peso e aprendizagem de voo e caça através do contacto com outras corujas da mesma espécie.

Coruja-do-mato (Strix aluco)
A coruja-do-mato (Strix aluco) é uma ave de rapina com actividade crepuscular e nocturna, de dimensão média (pesa cerca de 600g) e aspecto compacto. Possui asas relativamente curtas, largas e arredondadas, e cabeça grande e arredondada. A sua coloração varia entre o castanho-arruivado e o castanho-acinzentado e a plumagem é totalmente malhada, com finas riscas e manchas escuras. O disco facial é bastante marcado e homogéneo e a cauda barrada de forma fina e indistinta. Possui olhos negros. Realiza um tipo de voo com batimentos relativamente rápidos e deslizes longos. Alimenta-se de roedores, pequenas aves e insectos, que captura no solo após detecção a partir de um poiso. Esta espécie nidifica em florestas, parques, terrenos agrícolas com árvores, preferindo árvores velhas de folha caduca com buracos onde pode fazer o ninho, e pode ser encontrada na proximidade de zonas habitacionais. São colocados 3 a 5 ovos entre Fevereiro e Junho. O seu canto mais característico, composto por duas notas (uma simples, seguida de uma outra em trémulo), é a melhor forma de localizar e identificar esta coruja. As corujas-do-mato são aves sedentárias e relativamente numerosas em Portugal, distribuindo-se descontinuamente em toda a Península Ibérica devido à fragmentação dos bosques. Esta espécie apresenta o estatuto de conservação de "Pouco preocupante", definido pelo ICNB em 2005. As principais causas de ingresso destas aves nos centros de recuperação são o atropelamento e a queda do ninho de crias/juvenis (neste caso, sempre que possível, a ave deverá ser devolvida ao ninho ou colocada num local próximo, seguro, onde os progenitores a possam continuar a alimentar).


Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
A águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) é uma das aves de rapina mais comuns em toda a Europa, sendo a águia mais frequente em Portugal. Apresenta dimensões médias (entre 600 a 1100g e 51-56cm de comprimento), um aspecto compacto, cabeça arredondada e cauda relativamente curta, cerradamente listrada nos adultos. A cor da sua plumagem é muito variável, desde quase branco a castanho-escuro, sendo que a zona dorsal é geralmente castanha e a zona peitoral mais clara. Distribui-se pela Europa, Ásia e algumas ilhas do Pacífico e ocupa todos os tipos de habitat onde existam árvores e terrenos abertos, sendo frequente nas orlas dos bosques. A época de nidificação inicia-se em Abril e prolonga-se até Julho, podendo-se iniciar um pouco antes em algumas regiões. Os ninhos podem atingir até um metro de diâmetro e são construídos com ramos e folhas, em árvores e arbustos. Muitas vezes utilizam o mesmo ninho do ano anterior, acrescentando-lhe mais material. A postura é normalmente de 2 a 5 ovos e a incubação demora 33 a 38 dias. As crias saem do ninho aos 48-62 dias e tornam-se independentes às 15 semanas. É neste período que se começam a afastar do território dos progenitores. A dieta baseia-se em pequenos mamíferos, principalmente ratos, mas podem complementá-la com lagomorfos (coelhos e lebres), aves, répteis, anfíbios e invertebrados, podendo também ter comportamentos necrófagos. Caçam normalmente a partir um poiso (são frequentemente observadas sobre os postes dos telefones ou de cercas) mas também em voo sobre terrenos abertos e até caminhando pelo solo. Embora seja uma espécie abundante apresenta várias ameaças, entre as quais se destacam electrocussão, abate e cativeiro ilegais, pilhagem de ninhos, incêndios florestais e atropelamento. De acordo com o ICNB (2005), esta espécie apresenta um estatuto de conservação “Pouco Preocupante”.


Para qualquer informação e/ou para confirmação de presença neste evento, agradecemos contacto através do e-mail cervas.pnse@gmail.com ou do telefone 962714492.

BLOG DO CERVAS: O CERVAS possui agora o seu espaço na Internet: cervas-aldeia.blogspot.com. Este blog possui informações sobre o centro e todas as actividades desenvolvidas, inclusive das várias libertações que ocorrerão durante estes meses.

Visitem!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O CERVAS vem por este meio informá-los de mais um evento desenvolvido por este centro:

5 de Março de 2009, 5ª feira14h00: Assinatura de um protocolo de parceria entre a Associação ALDEIA e a Vinícola Castelar Lda - Museu do Vinho da Bairrada
15h00: Libertação de uma Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) - Biblioteca Municipal de AnadiaColaboradores: Câmara Municipal de Anadia, Vinícola Castelar Lda. Esta libertação irá complementar a cerimónia de assinatura de um protocolo de parceria entre a Associação ALDEIA e a Vinícola Castelar Lda., empresa esta que irá apoiar o CERVAS através da cedência de parte das verbas obtidas na venda de um lote de garrafas de Vinho Tinto da Bairrada "Trôno Real" com um rótulo especial dedicado à temática da recuperação de águias.

PRÓXIMAS LIBERTAÇÕES E OUTRAS ACTIVIDADES:

Parque Natural da Serra de S. Mamede - Libertações de 3 aves recuperadas no CERVAS: inseridas na Semana da Conservação (3 a 6 de Março de 2009) (Cartaz em anexo) Curso de Medicina de Aves Selvagens (2ª Edição): Coimbra, 6 a 8 de Março de 2009 (http://www.aldeia.org/portal/PT/5/EID/104/DETID/2/default.aspx)
Libertação de Milhafre-real (Milvus milvus)
17 de Março de 2009. Santa Maria, Estremoz
Saída de campo para observação de aves - As Aves da Montanha: Gouveia, 21 de Março de 2009 Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres (7ª Edição): Gouveia e Seia, 27 a 29 de Março de 2009 (
http://www.aldeia.org/portal/PT/5/EID/114/DETID/1/default.aspx)


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A Equipa do CERVAS

-- O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) é uma estrutura que pertence ao ICNB – Parque Natural da Serra da Estrela e tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal
www.antidoto-portugal.org, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Proximas libertações do CERVAS

21 de Fevereiro,


SábadoSaída de Campo - Observação de aves: "As aves da Cidade"


Ponto de encontro: junto à Câmara Municipal de Gouveia (8h)


6 a 8 de Março, 6ª feira a Domingo


Curso de Medicina de Aves Selvagens


Escola Universitária Vasco da Gama, Coimbra(cartaz em anexo)


21 de Março, Sábado


Saída de Campo - Observação de aves: "As aves da Montanha"

27 a 29 de Março, 6ª feira a Domingo


Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 7ª EdiçãoGouveia e Seia


Toda a informação e inscrições em http://www.aldeia.org/



domingo, 18 de janeiro de 2009

Libertações de Janeiro e Fevereiro

O CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens) inicia o ano de 2009 com diversas actividades nos meses de Janeiro e Fevereiro, entre as quais se destacam as seguintes:

22 de Janeiro, 5ª feira
Libertação de um Grifo (Gyps fulvus)
10h00, Malcata

24 de Janeiro, Sábado
Saída de Campo - Observação de aves: "As aves da Floresta"
Ponto de encontro: 8h00, Curral do Negro (Gouveia)

29 de Janeiro, 5ª Feira
Libertação de uma Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)
Ponto de encontro: 14h30, Largo em frente à sede da Associação Cultural e Desportiva do Pereiro (Anadia)
Colaboração: Câmara Municipal de Anadia, SEPNA-GNR.
Apoio: Vinícola Castelar, Lda.

6, 7 e 8 de Fevereiro, 6ª feira a Domingo
Stand de divulgação do CERVAS na Feira do Campo e da Caça - Serra da Estrela
(inclui libertação de uma Águia-de-asa-redonda Buteo buteo)
Local: Gouveia
Organização: Câmara Municipal de Gouveia

21 de Fevereiro, Sábado
Saída de Campo - Observação de aves: "As aves da Cidade"

27 e 28 de Fevereiro e 1 de Março, 6ª feira a Domingo
Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, 6ª Edição
Local: Gouveia e Seia (CISE)



Toda a informação em www.aldeia.org

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Campanha de Natal 2008

CERVAS
CENTRO DE ECOLOGIA, RECUPERAÇÃO E VIGILÂNCIA DE ANIMAIS SELVAGENS
Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade





CAMPANHA DE NATAL 2008


ESTE NATAL, PORQUE NÃO UM PRESENTE ORIGINAL? OFEREÇA O APADRINHAMENTO DE UM ANIMAL SELVAGEM EM RECUPERAÇÃO NO CERVAS!

COMO FAZER? TODA A INFORMAÇÃO EM http://www.aldeia.org/

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Próximas Libertações no CERVAS

Nos próximos dias 19 e 21 de Novembro, o CERVAS procederá à devolução à Natureza de duas aves recuperadas neste centro.

Dia 19

Libertação de uma Garça-real ( Ardea cinerea ) em Ferreira d'Aves- Sátão13h30 - Câmara Municipal de SátãoColaboração: Câmara Municipal de Sátão; SEPNA-GNR – Mangualde.

Esta Garça-real (Ardea cinerea) tinha sido abatido a tiro, e apresentava fracturas numa das asas, tendo sido recuperada no CERVAS e treinada para a devolução à Natureza. O abate a tiro ainda é uma ameaça para muitas espécies protegidas, mas é importante destacar que na presente época de Caça o número de ingressos no CERVAS foi muito reduzido, comparativamente com anos anteriores, o que demonstra uma cada vez maior sensibilidade da maior parte dos Caçadores, em relação à conservação de espécies protegidas.

Garça-real (Ardea cinerea) Pertencente à família Ardeidae, a Garça-real (Ardea cinerea) é a maior das garças da Europa, com 90 cm de comprimento, entre 175 e 195 cm de envergadura e cerca de 2 kg de peso. É uma espécie conspícua, facilmente observável e reconhecível no campo, mesmo pelos observadores menos experientes. As garças apresentam um voo impetuoso, com o pescoço retraído formando um "s" e emitem frequentemente um grasnar rouco característico. A plumagem das aves adultas é idêntica para os dois sexos, dominando os tons de cinzento, preto e branco. A cabeça e pescoço são maioritariamente brancos, com excepção de uma nítida coroa preta prolongada, na plumagem nupcial, por duas ou três penas também negras. O dorso é cinzento, bem como parte das asas em que somente as penas de voo (primárias e secundárias) são pretas e o bico é amarelo. Os juvenis apresentam uma maior uniformidade no cinzento da plumagem. Constrói um ninho de grandes dimensões feito de ramos no topo de grandes árvores. Como nidifica em colónias, é comum, numa mesma árvore, encontrar vários ninhos. A postura é realizada entre Fevereiro e Maio ou em Junho, quando faz uma segunda postura, o que raramente acontece. A postura é constituída de 4 ou 5 ovos. A incubação, que dura cerca de 26 dias, tal como a alimentação das agressivas e barulhentas crias, é feita por ambos os progenitores. As crias abandonam o ninho com 7 semanas, embora continuem a cargo dos seus progenitores mais 2 ou 3 semanas. A sua alimentação é composta por pequenos peixes (10 a 20 cm), insectos, crustáceos, répteis e, muitas vezes, pequenos mamíferos.Em Portugal, os locais onde a espécie é mais abundante correspondem a estuários e lagoas costeiras, nomeadamente os Estuários do Tejo e Sado e a Lagoa de Santo André, onde abundam as potenciais áreas de alimentação. No interior do país a distribuição da espécie acompanha as bacias hidrográficas dos rios Sado e Guadiana, estando os indivíduos associados a cursos de água. No Alentejo ocorre ainda em açudes e barragens. De um modo geral, nos últimos anos, a população europeia de Garça-real tem vindo a aumentar. Esta espécie não se encontra ameaçada na Europa, nem em Portugal. Está incluída na Convenção de Berna (Anexo III). As principais causas de mortalidade nesta espécie estão associadas às actividades humanas, nomeadamente à agricultura e à piscicultura. No que respeita à primeira, a contaminação das aves por pesticidas parece constituir o principal factor de ameaça. Em relação à segunda, em Inglaterra, o abate de garças que se alimentavam nas pisciculturas quase levou à extinção da espécie nos anos 70. As Garças-reais são ainda particularmente sensíveis a Invernos rigorosos, podendo sofrer baixas importantes nas suas populações, das quais só recuperam num período de 2 a 3 anos.

Dia 21

Libertação de uma Águia-d'asa-redonda ( Buteo buteo ) nas Penhas Douradas - Serra da Estrela14h - Encontro junto à Colónia das Penhas DouradasColaboração: Câmara Municipal de Manteigas

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)


A Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) é uma das aves de rapina mais comuns em toda a Europa. Distribui-se pela Europa, Ásia e algumas ilhas do Pacífico e ocupa todos os tipos de habitat onde haja árvores e terrenos abertos, sendo frequente nas bordas dos bosques. A época de nidificação inicia-se em Abril e prolonga-se até Julho, podendo-se iniciar um pouco antes em algumas regiões. Os ninhos podem atingir até um metro de diâmetro são construídos com ramos e folhas, em árvores e grandes arbustos. Muitas vezes utilizam o mesmo ninho do ano anterior, acrescentando-lhe mais material. A postura é normalmente de 2 a 5 ovos e a incubação demora 33 a 38 dias. As crias saem do ninho aos 48-62 dias e tornam-se independentes às 15 semanas. É neste período que se começam a afastar do território dos progenitores. A dieta baseia-se em pequenos mamíferos, principalmente ratos. Complementam a sua dieta com lagomorfos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados, podendo também ter comportamento necrófago. Caçam normalmente desde um poiso, mas também em voo sobre terrenos abertos e até caminhando pelo solo. Embora seja uma espécie abundante, tem várias ameaças, entre as quais se destacam as electrocussões, abate ilegal, pilhagem de ninhos, os incêndios florestais e o atropelamento.



Qualquer informação contactem 962714492

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE EQUIPAMENTO, OUTUBRO DE 2008

CERVAS

CENTRO DE ECOLOGIA, RECUPERAÇÃO E VIGILÂNCIA DE ANIMAIS SELVAGENS

Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade

Desde o início de Setembro de 2008 que a equipa de trabalho do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) tem aumentado substancialmente através da integração de novos colaboradores, estagiários e investigadores, que estão a contribuir para melhorar a qualidade e diversidade de trabalho que está a ser desenvolvido.

Entre os diversos projectos e acções que se estão a desenvolver e a preparar, destacamos os seguintes:

- Projecto BARN - Conservação e estudo da distribuição e ecologia de aves de rapina nocturnas do concelho de Gouveia

- Enriquecimento ambiental no CERVAS

- Mapeamento em ArcGis de todos os ingressos no CERVAS

- Base de dados do CERVAS (em formato Access)

- Monitorização da eficácia da recuperação de aves de rapina selvagens: seguimento de animais libertados após tratamento.

- Estudo da prevalência de resistências aos antibióticos em E. coli e Enterococcus spp. isolados em aves selvagens

- Estudo de metais pesados e metais pesados em Aves Selvagens

- Educação Ambiental – oficinas e produção de material pedagógico

Todos estes novos projectos vêm alargar as linhas de trabalho do CERVAS, tornando-o cada vez mais capaz de desenvolver as áreas de actuação ao nível da Ecologia, da Recuperação e da Vigilância de Animais Selvagens que foram as principais motivações para a criação do centro, às quais tem sido aliada uma cada vez mais forte, constante e diversificada intervenção de Educação Ambiental a nível regional.

Com o aumento do número de trabalho, geram-se novas necessidades e neste momento está a ser lançada uma campanha de angariação do seguinte equipamento:

- 1 câmara de vigilância e 1 televisor

Este equipamento permitirá montar um sistema de vigilância 24h por dia que será colocado na jaulas de recuperação de aves de rapina nocturnas. Através da observação dos animais, que assim será possível, serão desenvolvidos estudos de comportamento que permitirão estudar a eficácia das técnicas de treino e enriquecimento ambiental actualmente em curso. As imagens obtidas serão também utilizadas para acções de educação ambiental. A médio prazo, pretende-se conseguir obter equipamento que permita a colocação de câmaras de vigilância em todas as jaulas exteriores de recuperação existentes no CERVAS. Assim, pretende-se angariar um valor de 300€ (ou oferta de equipamento) para se iniciarem os trabalhos.

- GPS portátil

Em paralelo com o trabalho desenvolvido nas instalações do CERVAS, tem sido cada vez mais importante desenvolver trabalho de campo relacionado com o estudo dos animais selvagens. O projecto BARN acima mencionado será a primeira acção concreta desenvolvida ao nível da ecologia de aves selvagens, e para o arranque deste projecto será necessário angariar equipamento GPS para apoio ao trabalho de campo. Nesse sentido, o objectivo desta campanha será a angariação do valor monetário necessário para a aquisição do material, que está estimado em 250€.

- Material para construção de Caixas-ninho

A construção e colocação de caixas ninho tem um enorme potencial ao nível da educação ambiental, mas também pode ser importante ao nível da conservação de várias espécies de aves. O CERVAS pretende construir caixas-ninho para Coruja-das-torres (Tyto alba), Coruja-do-mato (Strix aluco), Mocho-galego (Athene noctua) e Mocho-de-orelhas (Otus scops), para futura colocação em locais previamente estudados através do trabalho de campo referido anteriormente. Assim, neste momento, estão a ser construídas as primeiras jaulas que serão usadas nas instalações do CERVAS, como experiência prévia à colocação no exterior. Através desta campanha, pretende-se angariar um total de 250€ (ou oferta de madeira e material necessários para a construção das caixas-ninho) para iniciar esta linha de trabalho.


COMO AJUDAR O CERVAS?

Para apoiar o CERVAS através desta campanha, existem as seguinte opções:

1. cedência de apoio financeiro no valor que desejar, indicando qual é o material cuja aquisição pretende apoiar

2. cedência de equipamento usado (ex: televisor)

3. apoiar o CERVAS na angariação de fundos (ex: contactos com empresas)


Apadrinhamento de animais em recuperação:

Em 2008 o número de ingressos no CERVAS está próximo de atingir os 300 animais, e a taxa actual de libertação está nos 52%. Só tem sido possível dar resposta ao aumento da carga de trabalho que se tem gerado, graças à motivação de todas as pessoas que têm passado pelo CERVAS, mas também devido ao forte apoio que os padrinhos/madrinhas particulares e institucionais têm dado, principalmente durante o presente ano.

Caso pretenda continuar a apoiar o CERVAS, a nível particular; reunindo um grupo de amigos, familiares, ou colegas de trabalho para esse efeito, ou até envolvendo a entidade em que trabalhar, poderá apadrinhar um animal, contribuindo financeiramente ou através da cedência de material.

Presentemente, podem ser apadrinhados animais em recuperação no CERVAS das seguintes espécies:

Com uma contribuição mínima de 15 € cada :

Mocho-galego (Athene noctua)

Coruja-do-mato (Strix aluco)

Milhafre-preto (Milvus migrans)

Águia-de-asa-redonda (Buteo buteo)

Águia-calçada (Hieraaetus pennatus)

Cegonha-branca (Ciconia ciconia)

Com uma contribuição mínima de 20 €:

Abutre-preto (Aegypius monachus)

Grifo (Gyps fulvus)

Grou (Grus grus)

Bufo-real (Bubo bubo)

Nota: os valores indicados referem-se a apadrinhamento individual/particular. Caso pretenda ceder apoios através de uma instituição / empresa, os valores mínimos serão de 250€ para qualquer espécie indicada anteriormente (podendo ser deduzidos no IRS ao abrigo da lei do mecenato ambiental).

Ao apadrinhar um animal terá a possibilidade de assistir à sua libertação (se assim o desejar) e receberá um certificado de apadrinhamento. O seu contacto será inserido na lista de divulgação do CERVAS para que possa obter informações e fotos do animal apadrinhado e informações sobre as próximas actividades em que poderá participar, tornando-se, desta forma, um membro activo na dinamização da recuperação de animais selvagens em Portugal.

Mais informações disponíveis em http://www.aldeia.org/portal/PT/30/EID/29/DETID/1/default.aspx

Modos de pagamento :

- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para:

CERVAS / Parque Natural da Serra da Estrela

Av. Bombeiros Voluntários, 8. 6290-520 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*:

NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)

* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

SEMANA DO MOCHO-GALEGO (Athene noctua)

CERVAS
CENTRO DE ECOLOGIA, RECUPERAÇÃO E VIGILÂNCIA DE ANIMAIS SELVAGENS
Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade

Programa:


Quarta-feira, 15 de Outubro

11h Libertação de mocho-galegoLocal: Escola EB 2,3 José Régio (Portalegre)(Organização: Parque Natural da Serra de S. Mamede)

15h Palestra de apresentação do CERVAS Local: Delegação do Parque Natural da Serra da Estrela (Gouveia)(Colaboração: Escola Profissional de Gouveia)
16h Visita ao CERVAS 16h Oficina de Educação AmbientalLocal: Escola primária de Rio Torto (Gouveia)
18h Libertação de mocho-galegoLocal: Rio Torto (Gouveia)
18h Libertação de mocho-galegoLocal: Avenal, Condeixa-a-nova(Organização: Reserva Natural do Paul da Arzila)



Quinta-feira, 16 de Outubro

17:30h Libertação de mocho-galegoLocal: Quinta da cerca(Colaboração: Parque Biológico de Gouveia / Câmara Municipal de Gouveia)



CONTACTOS:

CERVASTel: 962714492

Correio electrónico: cervas.pnse@gmail.com


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Aves Selvagens recuperadas no CERVAS/PNSE - libertações em vários locais do país

CERVAS
Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens
Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade

Entre 17 e 24 de Setembro de 2009 o CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens procedeu à devolução à Natureza de 12 aves selvagens recuperadas, em várias regiões do país.
Esta série de libertações teve início no dia 17 de Setembro na Serra do Caramulo, com a de uma Águia-cobreira (Circaetus gallicus), numa acção que envolveu mais de 150 crianças e professores do Agrupamento de Escolas do Caramulo. Esta espécie é uma ave de rapina migratória que durante o final de Verão e início de Outono percorre grandes distâncias desde a Europa (neste caso Portugal) até ao continente Africano.
Outros indivíduos de espécies migratórias, como por exemplo 3 Mochos-de-orelhas (Otus scops), foram também libertados durante a última semana em Sátão, Gouveia e Seia. Esta rapina nocturna, que pesa cerca de 100g, é uma das aves mais desconhecidas do público em geral, pelo que o CERVAS tem sempre tentado envolver a população local nestas acções de libertação de aves selvagens, numa perspectiva de sensibilização e educação ambiental, que é uma das linhas de acção do centro, em paralelo com a recuperação, vigilância e investigação sobre a ecologia das espécies selvagens.
Depois de várias outras libertações (Águias-de-asa redonda, Corujas-do-mato, Gaviões e Corujas-do-mato), a última acção decorreu em Aveiro no dia 24 e consistiu na devolução de uma belíssima fêmea de Tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus) que tinha ingressado no CERVAS há cerca de um ano, após ter sido apreendido pelas autoridades (SEPNA-Mangualde) a um particular que o detinha ilegalmente e em péssimas condições. Depois da recuperação de toda a plumagem de voo, que tinha sido intencionalmente cortada, a ave foi devolvida à Natureza na presença de várias dezenas de estudantes e professores da Universidade de Aveiro. O cativeiro ilegal de espécies protegidas foi a causa de ingresso mais comum no CERVAS desde o início da sua actividade em Julho de 2006, tendo ingressado neste centro cerca de 500 indivíduos de várias espécies, predominantemente aves, sendo que a taxa de libertação actual ronda os 50%.
Estas acções de sensibilização foram organizadas em parceria com várias entidades, como é o caso do Serviço de Protecçao da Natureza e Ambiente da GNR (SEPNA), áreas protegidas como a Reserva Natural do Paúl da Arzila (Coimbra), autarquias como a Câmara Municipal de Sátão, Seia e da Guarda, Universidade de Aveiro (Departamento de Biologia e associações de estudantes) entre outras entidades locais.
Sempre que é encontrado um animal selvagem ferido ou debilitado, o CERVAS deve ser contactado de imediato através dos telefones 275980060 / 238492411 / 962714492. Os animais internados também podem ser apadrinhados por particulares e empresas que se queiram associar ao trabalho do CERVAS. Neste momento encontram-me mais de 40 animais em recuperação no CERVAS, sendo que o número de ingressos em 2008 triplicou em relação a 2007, tendo sido recebidos até ao momento 260 indivíduos de diversas espécies e a taxa de recuperação actual é de 5 2%.

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) é uma estrutura que pertence ao ICNB – Parque Natural da Serra da Estrela e tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal http://www.antidoto-portugal.org/, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.

Informação e texto gentilmente enviado por:
CERVAS

Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens
Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade